quinta-feira, 8 de julho de 2010

21 anos!

Dos 365 dias do ano, o dia de hoje tem um gosto especial. Não por estar a completar mais um ano de vida. Mas sim porque este é o dia em que eu olho para mim, desde o tempo em que comecei a perceber o mundo até a idade actual. Coloco na balança todos esses anos vividos e comparo-os com todas lições que já tive, todos erros que cometi, os estragos que causei, os danos que inferi nas pessoas. Também penso nas boas acções que nunca deixei de fazer. Há certos aspectos que devo corrigir na minha pessoa, e outros que devo melhorar. Eu sinto que nasci para concretizar um objectivo. Na verdade eu acredito que todos nascemos com uma missão neste mundo, resta-nos descobrir que missão é essa. A vida não pode ser vista como uma passagem ou então uma transição. A VIDA é uma chance que a natureza nos dá se calhar para a gente conhecer o espectáculo que é a vida. Temos dentro de nós uma energia. Não sei como se chama. Uns demonstram-na através da pintura, outros nas ciências, alguns no desporto. Todos nós temos um dom que a natureza nos empresta. E devemos aproveitá-lo sempre. É essa energia que nos liga a natureza, que um dia voltará a ligar-se a mãe natureza. Sem mais palavras, Feliz Aniversário a mim mesmo.

sexta-feira, 18 de junho de 2010

Adeus Mestre

Em final de uma tarde fria, chega-nos a notícia da morte de José Saramago.  Nunca em nenhum momento cheguei a pensar que Saramago um dia iria partir. Não aquele homem que dizia o que pensava e o que sentia sem medo de represálias, de injúrias e de censura, mas com couragem. Nunca em minha vida pude ter em mãos uma das suas obras. Mas lembro dos tempos em que todos os dias ligava-me a internet para aceder a  sua página "O Caderno de José Saramago". Lá, ele abordava de tudo que acontecia de relevante, partilhando com seus admiradores a sua visão do mundo real. Desde o massacre e genocídio protagonizados pelo Israel até ao fundamentalismo religioso ele descascava os factos até encontrar a raíz dos problemas. Com ele aprendi a ser a pessoa de quem hoje sou. Infelizmente Saramago nunca teve aquela atenção que sempre mereceu. Mas acredito que ele sentia que tinha uma legião de adeptos seguidores de suas grandezas. O Mestre morreu, mas vivas sempre ficarão suas obras, pensamentos e grandes feitos. A nós nos resta continuarmos com seu ideal e sua determinação. Aonde ele queria chegar através das suas obras ainda será alcançado por todos aqueles que o vêe como um Mestre. Adeus José Saramago.

segunda-feira, 14 de junho de 2010

Obrigado Obama

O reconhecimento de Mohamed Bachir Suleman como sendo um dos Barrões de Droga por parte do Presidente norte-americano Barrack Obama é a pura demostração de que a justiça tarda mas sempre chega. Bashir Suleman, por sinal o homem mais rico de Moçambique é a partir de agora universalmente reconhecido como narcotraficante, algo que já não era novidade por parte de alguns moçambicanos. Bashir faz parte da oligarquia que reina no país. Membro do Partido Frelimo, Bashir sempre surprendeu-nos com sua arrogância, auto-proclamando-se «empresário de sucesso». A cada caneta e a cada cachimbo que ele comprava à preços exorbitantes ao Presidente da República era um insulto a nossa dignidade e empenho na luta contra a pobreza.

Thank you very much Mr. Obama for opening the eyes of the majority of mozambicans.

sábado, 15 de maio de 2010

Os Madjermanes e a Infinita Injustiça

Este foi mais um dia de luta para aquelas dezenas de pessoas que depois de terem regressado da antiga República Democrática Alemã, passaram a ser desprezadas e marginalizadas pelo governo da Frelimo. Depois de tantos anos de trabalho nas terras do velho continente, o nosso governo desempenha o papel de um regime tirano que excusa-se a pagar pelo suor de gente que trabalhou e que hoje reclama pelo seu dinheiro. Os ex-regressados da Alemanha, os ‘Majermanes’, quando abandonaram o país rumo à Europa foram na expectativa de conseguir uma vida melhor, não só para eles como para seus filhos e esposas, mas também para o país que os viu nascer, Moçambique. Arriscaram tudo viajando para um país divido onde tinham de aprender um idioma novo e trabalhar para pessoas estranhas, de diferente cultura. Mas o nosso governo, como qual não me identifico, não sabe reconhecer o esforço e empenho empreendido pelos Madjermanes.

Do Jardim dos Madjermanes até a Assembleia da República ouvi vozes de descontentamento, gente que dizia que esta era a última causa de suas vida, que até a justiça não ser feita nunca irão parar.

Justiça, uma palavra que não existe no dicionário frelimista. Os Majermanes merecem mais do que aquilo que eles reclamam. Merecem o pedido de desculpas, indemnnização e respeito de quem está a frente do país. O sentimento de um madjerman não pode ser descrito em simples palavras. São mais de vinte anos a lutar pelos seus direitos, anos que ultrapassam a idade quem escreve estas palavras.
O povo moçambicano deve de uma vez por todas abandonar o conformismo e o espirito do deixa-como-está, característica esta da Frelimo. Todos nós vivemos a realidade dos majermanes. Todos os dias somos roubados, assassinados, silenciados, corrompidos, humilhados, destratados e enganados pelos lobistas da Frelimo. Chega!!

Moçambique não é nada daquilo que eles dizem. Dizem que a nossa economia está a crescer, mas na prática não se vê nenhum progresso. Dizem que estão a lutar contra a pobreza quando nada fazem. Dizem que a corrupção está a diminuir mas é tudo mentira. Eles só dizem mentiras. E em mentirosos não se deve confiar.

Se o nosso desejo é de ver um Moçambique justo e bom para todos então devemos passar a olhá-lo com olhos de ver. O poder não está com eles, mas sim conosco, o povo. Enquanto a gente persistir em acreditar que em Moçambique não há alternativas políticas, o que não corresponde a verdade, eles nunca deixarão de enriquecer ilicitamente. Estes e todos outros males causados pelo Frelimo tem que ter um fim, mas isto depende de todos nós.
Tomás Queface

segunda-feira, 22 de março de 2010

Alice Mabote - Próxima Presidente de Moçambique



Numa altura em que o país enfrenta uma crise política e económica, fruto de uma má gestão governativa, de uma completa falta de determinação e objectivismo e o surgimento de classes sociais é o tempo de se fazerem profundas remodelações e estruturações na liderança do país.
Quando muitos moçambicanos, do norte ao sul do país encontram-se mergulhados na pobreza e carentes das condições básicas de vida perdem a esperança de um dia conquistarem a sua liberdade e dignidade é preciso mostrar-lhes que o destino de um povo batalhador e persistente é de prosperidade.
Alice Mabote é uma das poucas personalidades que pode resgatar essa esperança perdida, que pode fazer-nos acreditar num Moçambique melhor. Uma mulher que reune em si qualidades inexistestes em muitos líderes africanos tais como humanismo, altruísmo, determinação e coragem para enfrentar as mais diversas adversidades. Mabote é conhecedora da realidade moçambicana e com capacidades de responder as necessidades do povo moçambicano. A defensora dos direitos humanos em Moçambique é também uma mulher dinâmica e inteligente que sem dúvidas pode ser uma grande líder, não de Moçambique, mas de toda África.
Este Blog apoia a candidatura de Alice Mabote as eleições presidenciais de 2014 por considerá-la como sendo uma pessoa a altura de suceder o Presidente Armando Emílio Guebuza.

quarta-feira, 3 de março de 2010

A Frelimo e a Imprensa assassinam a democracia!




Nos últimos tempos temos acompanhado a uma corrente de informações que indicam a um provável fim do Partido Renamo. Estas informações ganharam maior ênfase depois das últimas eleições gerais onde o partido Frelimo ganhou a maioria absoluta no parlamento. De lá para cá vemos o país transformar-se num estado ditactorial, onde o partido no poder tenta a todo custo acabar com a oposição e para isso fabrica informações falsas de modo a influenciar a opinião pública através da imprensa tudo para acabar com a Renamo e seu líder Anfonso Dhlakama.

Os jornalistas em vez de usarem do seu espaço para publicarem situações que acontecem no dia-a-dia do nosso país, onde as coisas parecem piorar a cada dia, gastam seu tempo a atacar fervosamente o principal partido da oposição.

A verdade é que não são só os jornalistas que trabalham para a elite, há também um grupo de “intelectuais” que ao invés de usarem das suas habilidades de mentais em benefício do país, passam a vida a diagnosticar a oposição.

Já o partido no poder, que recentemente prometeu estender as células do seu partido em todas as instituições públicas, parece querer voltar ao monopartidarismo o mais rápido possível. Gozando da maioria absoluta conquistada no parlamento, do controlo de todos os meios e instrumentos do estado sem dúvidas que estão em vias de cumprir com seu grande objectivo.

O elevado índice da pobreza, as altas taxas de prevalência do HIV/SIDA, a falta de um sistema de transporte, o desemprego mostram que o país está andar no caminho errado e que precisa de mudar de direcção o mais rápido. Ao longo de trinta e cinco anos de independência o país ainda encontra-se figurado na lista dos dez paises mais pobres do mundo embora tenha uma vasta vaga de recursos que poderiam acabar com a vergonha que o país está a passar. Uma autêntica falta de liderança, objectivismo e compromisso é do que o país pode reclamar.

A STV e a TVM são duas televisões que prestam um mau serviço a nação. Falta de isenção, inovação e criatividade é o que caracteriza a estas duas televisões que passam o dia inteiro a intupir as mentes dos moçambicanos com uma programação autenticamente virada para a formação de indivíduos incultos, cegos e com falta de interesse pelos assuntos do país. Duas televisões que pautam pela omissão de notícias relevantes tais como os escândalos que acontecem diariamente no aparelho do estado.

Não somos obrigados a apoiar a oposição nas suas actividades, mas nunca devemos excluir da sociedade, pois se assim for a oração passará a ser:

Pai nosso que estais no trono

Glorificado seja o partido,

Venha à nós o seu zelo

Seja feita a vossa vontade

Assim na cidade como no campo

O pão nosso nos dai hoje

Pagaremos as nossas dívidas

Assim como pagamos os nossos impostos

Não nos deixe cair na miséria

Mas livra-nos da pobreza

Amém